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Isso que chamamos, talvez por engano, de Amor

Isso que chamamos, talvez por engano, de amor é nosso reencontro com Caio Fernando Abreu, poeta das palavras que tanto nos encanta. Dessa vez nos embriagamos de sua escrita para chegar a outro lugar, outro texto. Os primeiros passos foram dados através do conto Para uma avenca partindo do livro O Ovo Apunhalado , em seguida veio Do Outro lado da tarde, do mesmo livro, e depois vieram as impressões do livro Morangos Mofados. Vimos que o amor, nosso assunto, estava presente em ambos os contos  e traziam os protagonistas em situações diferentes: um não consegue expressa-lo, o outro, não sabe se o vivenciou verdadeiramente. A incomunicabilidade, o vazio, o por dizer, o silêncio, o desejo contido ou escondido, o não pertencimento, a fragilidade dos sentimentos, o cotidiano... tudo isso causa mofo nas relações. A imagem do mofo nos remete à idéia de dissolvição , ou seja, algo semelhante à anulação, extinção e desaparecimento da matéria, à finitude de algo esquecido no tempo, que funciona

Isso que chamamos, talvez por engano, de Amor

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Ensaio do espetáculo que estreou no dia 28 de nobembro de 2011. Atuação:Ludmilla Ramalho e Carloman Bonfim. (fotos: Guto Muniz)